Alguém tem alguma notícia de aplicação jurídica (hermenêutica, teoria da justiça, etc) da teoria da desconstrução? :?:
Ou do paradigma rizomático de Deleuze?
:wink: :wink:
Derrida, o filósofo da Desconstrução
Francesco Scarpellino ( Filósofo; Professor de Filosofia da FACISA ).
“ Não aprendi a aceitar a morte. Continuo ignorante na sabedoria de aprender a morrer!”
Mas ela chegou, “ausência que se fez presença”, sem esperar a re-significação consciente de palavras como: manhã, Sábado, nove, outubro, câncer, mas reverente com quem sempre respeitou o mais puro dos saberes: a Filosofia.
Derrida, Jacques Derrida, morreu.
Esta frase e o fato mesmo de sua morte, redimensionam seu significado para cada intelectual, amigo ou adversário, da mesma maneira como as suas teses provocaram posicionamento diferenciado dos mesmos.
O “método” da “desconstrução” suscitou amigos e admiradores nos departamentos das Letras, mas revolta e polêmica no mundo da filosofia canônica, visto como uma ameaça à Metafísica clássica. A aplicação da Desconstrução a um texto filosófico ameaça a leitura verdadeira da verdade da filosofia, tornando-a uma das leituras possíveis, mas não a leitura correta. A famosa frase “ A linguagem se cria e cria mundos”, aponta perigosamente para a contingência dogmática do “Ser” e do “Significado”. Isso quer dizer que os textos corrompem seus significados tradicionais, criam novos contextos e permitem novas leituras, em um processo contínuo e vertiginoso.
Eu não conheço Derrida, seria muita pretensão dizer o contrário, mas sempre admirei nele a disposição provocatória e contestadora , maior virtude de um filósofo. O meu primeiro contato (intelectual) com Derrida aconteceu em ocasião da morte de Heidegger (1976), cuja influência marcou a sua filosofia de tal maneira que ganhou o título de “heideggeriano”. Encontramos o espírito filosófico de Heidegger de maneira explícita na formulação da teoria do “caráter essencialmente não representacional da linguagem”, criticando o logocentrismo da tradição intelectual ocidental.
Em A GRAMATOLOGIA (1967) Derrida apresenta outra tese inovadora e provocante afirmando que a linguagem escrita precede a linguagem oral no ser humano, alicerçada no princípio anti-idealista que “a existência precede a essência”. Para o nosso filósofo o que está “fora dos livros” é “marginal”, está à “margem da tradição” e situa-se no “limite do discurso”.
Chirac, ao ser comunicado da morte de Derrida, disse: “ A França deu ao mundo um de seus filósofos contemporâneo mais importantes”, e chamou-o de “Cidadão do Mundo”.
E o “Mundo” intelectual da Literatura, da Lingüística, da Filosofia, do Direito e da Arquitetura vai lembrá-lo sempre como o filósofo das Teorias Desconstrucionistas.
Jacques Derrida faleceu com 74 anos, tendo nascido em 15 de julho de 1930 em El Biar, Argélia. Foi professor auxiliar da Universidade de Havard ( EUA) e da Sorbona (França).
Derrida, o filósofo da Desconstrução
Francesco Scarpellino ( Filósofo; Professor de Filosofia da FACISA ).
“ Não aprendi a aceitar a morte. Continuo ignorante na sabedoria de aprender a morrer!”
Mas ela chegou, “ausência que se fez presença”, sem esperar a re-significação consciente de palavras como: manhã, Sábado, nove, outubro, câncer, mas reverente com quem sempre respeitou o mais puro dos saberes: a Filosofia.
Derrida, Jacques Derrida, morreu.
Esta frase e o fato mesmo de sua morte, redimensionam seu significado para cada intelectual, amigo ou adversário, da mesma maneira como as suas teses provocaram posicionamento diferenciado dos mesmos.
O “método” da “desconstrução” suscitou amigos e admiradores nos departamentos das Letras, mas revolta e polêmica no mundo da filosofia canônica, visto como uma ameaça à Metafísica clássica. A aplicação da Desconstrução a um texto filosófico ameaça a leitura verdadeira da verdade da filosofia, tornando-a uma das leituras possíveis, mas não a leitura correta. A famosa frase “ A linguagem se cria e cria mundos”, aponta perigosamente para a contingência dogmática do “Ser” e do “Significado”. Isso quer dizer que os textos corrompem seus significados tradicionais, criam novos contextos e permitem novas leituras, em um processo contínuo e vertiginoso.
Eu não conheço Derrida, seria muita pretensão dizer o contrário, mas sempre admirei nele a disposição provocatória e contestadora , maior virtude de um filósofo. O meu primeiro contato (intelectual) com Derrida aconteceu em ocasião da morte de Heidegger (1976), cuja influência marcou a sua filosofia de tal maneira que ganhou o título de “heideggeriano”. Encontramos o espírito filosófico de Heidegger de maneira explícita na formulação da teoria do “caráter essencialmente não representacional da linguagem”, criticando o logocentrismo da tradição intelectual ocidental.
Em A GRAMATOLOGIA (1967) Derrida apresenta outra tese inovadora e provocante afirmando que a linguagem escrita precede a linguagem oral no ser humano, alicerçada no princípio anti-idealista que “a existência precede a essência”. Para o nosso filósofo o que está “fora dos livros” é “marginal”, está à “margem da tradição” e situa-se no “limite do discurso”.
Chirac, ao ser comunicado da morte de Derrida, disse: “ A França deu ao mundo um de seus filósofos contemporâneo mais importantes”, e chamou-o de “Cidadão do Mundo”.
E o “Mundo” intelectual da Literatura, da Lingüística, da Filosofia, do Direito e da Arquitetura vai lembrá-lo sempre como o filósofo das Teorias Desconstrucionistas.
Jacques Derrida faleceu com 74 anos, tendo nascido em 15 de julho de 1930 em El Biar, Argélia. Foi professor auxiliar da Universidade de Havard ( EUA) e da Sorbona (França).